Mitologia:Historias sobre os Deuses e Deusas








Arawn, Príncipe de Annwn



Originalmente, Arawn era o príncipe feérico do reino de Annwn, no Outro Mundo celta, Arawn era um deus caçador, solar e relacionado à prosperidade e à fertilidade. Seu nome pode ter se originado das formas proto-célticas ar-yo- ou aratro- (arar, lavrar) e * arawen- (grão, cereal). Era o deus que saía em sua "Caçada Selvagem" na noite de Calan Gaeaf (correspondente, no País de Gales, ao Samhain). Arawn recompensou generosamente a ajuda de seu leal amigo humano Pwyll, conforme a lenda relatada no primeiro ramo (=conto) do Mabinogi, a mitologia galesa. Arawn também era um deus psicopompo, ou seja, ele conduzia as almas perdidas na noite de Calan Gaeaf / Samhain de volta para o Outro Mundo.

A difamação do deus: Com a perseguição cristã ao culto das fadas, "estudos" realizados pela Igreja decidiram que as fadas eram "seres do Demônio", que roubavam bebês humanos para entregar ao "Senhor dos Infernos" como tributo. Arawn foi identificado como "Príncipe Infernal", e seu reino, com o Inferno. Isso também contribuiu para a imagem do Samhain / Calan Gaeaf / etc como uma noite "diabólica", maligna.
http://escolagergovia.blogspot.com/2011/05/arawn-principe-de-annwn.html













Deuses Celtas

Principais Deuses e Deusas Celtas (atualizado)
Os celtas não misturavam panteões de outras culturas e nem cultuavam Deuses celtas de outras tribos, apesar das semelhanças, cada ramo celebrava seus Deuses locais seguindo apenas as referências das tradições pertencentes a sua terra natal.
As Deusas e os Deuses celtas possuíam características próprias e distintas, conforme seus atributos. Relatos vindos de antigos ancestrais nos esclarecem que as tradições eram passadas de boca a ouvido, centrados nas esferas do céu, da terra e do mar! 
A seguir, os principais Deuses Celtas e suas respectivas tradições.
Mitologia Irlandesa
- Áine: Deusa do amor, da fertilidade e do verão. Rainha dos reinos feéricos dos Tuatha de Danann, conhecida como "Cnoc Áine" (Monte de Áine) é a soberana da terra e do sol, associada ao solstício de verão, às flores e as fontes de água. Áine (Enya) - filha de Manannán Mac Lir - representa a luz brilhante do verão. Como uma Deusa solar, podia assumir a forma de uma égua vermelha.
- Angus Mac Og / Oengus: Deus da juventude, do amor, da beleza e da inspiração poética entre os Tuatha de Danann. Era filho de Dagda e Boann e, assim como o pai, possuía uma harpa mágica, que produzia um som doce e irresistível. Foi associado à “Brugh na Bóinne” (Newgrange - Irlanda). Angus se apaixonou por uma linda jovem do Sídhe, mas somente a via em sonhos. Essa é uma lenda que faz parte do Ciclo Mitológico Irlandês, conhecida como: o Sonho de Oengus.
- Badb: Deusa da guerra, dos campos de batalha e das profecias. Era conhecida como: o Corvo de Batalha ou a Gralha Escaldada. Com suas irmãs, Macha e Morrighan, ela formava um trio de Deusas guerreiras, as filhas da Deusa-mãe Ernmas, que morreu em "A Primeira Batalha de Magh Turedh" descrito no Ciclo Mitológico Irlandês. Badb rege a morte, a sabedoria e a transformação.
- Boann / Boand / Boyne: Deusa que deu nome ao rio Boyne, na Irlanda, descrito nos poemas “Dindshenchas” do Ciclo Mitológico Irlandês e na lenda do "Salmão da Sabedoria". É mãe de Angus Mac Og com o grande Dagda. Era esposa de Nechtan ou Echmar, que fez uma viagem de apenas um dia e uma noite quando, na verdade, a viagem durou nove meses. Dagda usou seu poder para esconder o adultério de Boann. É a Deusa da fertilidade, da abundância e da prosperidade.
- Bilé / Beli: Deus da morte nos mitos irlandeses, considerado o pai dos Deuses e dos homens. Companheiro de Dana e pai de Dagda, o principal líder dos Tuatha Dé Danann. Alguns mitos dizem que ele era o antepassado dos Milesianos, último grupo de soldados liderados pelos "Mil Espáine", que invadiram a Irlanda na época de Beltane e derrotaram os Tuatha de Danann. Bilé é o Deus do Outro Mundo, considerado o "primeiro ancestral", associado às fogueiras da purificação. Na tradição irlandesa a palavra "Bile" significa "Árvore sagrada" e servia como ponto de referência de um local religioso.
- Brigit / Brigid / Brighid: Deusa reverenciada pelos Bardos, cujo nome significa "Luminosa", "Poderosa" e "Brilhante". Brighid, a Senhora da Inspiração, era filha de Dagda, associada à Imbolc e as águas doces de poços ou fontes, que ficavam próximos às colinas feéricas. É a Deusa do fogo, da cura, da fertilidade, da poesia e da arte, especialmente a dos metais. Uma ordem foi dedicada a ela, formada só por mulheres, em Kildare na Irlanda, onde o fogo sagrado é mantido sempre aceso. Brighid era consorte de Bres e mãe de Ruadan, que foi morto ao espionar os Fomorianos. Brighid sentiu profundamente a morte do filho, dando origem ao primeiro lamento poético de luto irlandês (keening).
- Cailleach: É a Deusa da terra e das rochas, diz à lenda que ela criou os morros e as montanhas a sua volta, ao atirar pedras em um inimigo. Na mitologia irlandesa e escocesa é conhecida também como a "Cailleach Bheur", que significa mulher velha, às vezes, descrita de capuz com o rosto azul-cinzento. Geralmente é vista como a Deusa da última colheita (Samhain), dos ventos frios e das mudanças, aquela que controla as estações do ano, a Senhora do inverno.
- Dagda: Deus da magia, da poesia, da música, da abundância e da fertilidade. No folclore irlandês, Dagda era chamado de “O Bom Deus”, porque possuía todas as habilidades sendo bom em tudo, “Eochaid Ollathair” (Pai de todos) e “Ruad Rofhessa” (Senhor de Grande Sabedoria). Rei supremo dos Tuatha Dé Dannan, mestre de todos os ofícios e senhor de todos os conhecimentos. Consorte de Boann teve vários filhos, entre eles Brighid, Angus, Midir, Ogma e Bodb, o Vermelho. Dagda tinha um caldeirão mágico, o Caldeirão da Abundância, que nunca poderia ser esvaziado e uma harpa de carvalho chamada “Uaithne”, que fazia com que as estações mudassem, quando assim o ordenasse. Além disso, ele tinha um casal de porcos mágicos que podiam ser comidos várias vezes e que sempre reviviam, bem como, um pomar que, independe da estação, dava frutos o ano todo.
- Dana / Danu / Dannan: Considerada a principal Deusa Mãe da Irlanda e do maior grupo de Deuses, os Tuatha Dé Dannan, o Povo de Dana ou o Povo Mágico (Daoine Sidhe), a tribo dos seres feéricos. A Terra de Ana (Iath nAnann), às vezes, é identificada como Anu ou Ana, seu nome significa "Conhecimento". Era consorte de Bilé e mãe de Dagda. Em Munster, na Irlanda, Dana foi associada a dois morros de cume arredondados, chamados de "Dá Chich Anann" ou "Seios de Ana", porque eles se parecem com dois seios. É a Deusa da fertilidade, da terra e da abundância.
- Dian Cecht / Diancecht: Deus da cura foi o grande médico e curador dos Tuatha Dé Dannan, responsável pela restauração do braço de Nuada por um outro braço de prata. Diancecht era irmão de Dagda e teve vários filhos entre eles, Airmid, Etan, Cian, Cethé e Cu. Seu nome significa "Rápido no poder".
- Erin / Eriu: Filha de Fiachna e Ernmas, descrito no Lebor Gabála Érenn (Livro das Invasões). Junto com suas irmãs Banba e Fotla, Erin era uma das três rainhas dos Tuatha Dé Dannan e que deu nome à Irlanda, antes da invasão dos Milesianos.
- Flidais: Deusa da floresta, dos bosques, da caça e das criaturas selvagens, representa a força da fertilidade e da abundância. Viajava numa carruagem puxada por cervos e tinha uma vaca mágica que dava muito leite. Seu nome significa "Doar", elucidado no conto de "Táin Bó Flidais" - O Roubo do Gado de Flidais.
- Goibniu / Goibhniu: Era o grande ferreiro, construtor e mestre da magia. Goibniu, junto com Credne e Luchta, formavam os três artesãos divinos, conhecidos como os "Trí Dé Dána". Foi ele quem forjou todas as armas dos Tuatha Dé Dannan e criou o novo braço para o rei Nuada. Suas armas sempre atingiam o alvo e a ferida provocada por elas, era fatal. Deus dos ferreiros, das habilidades culinárias e do trabalho com metais em geral.
- Lir / Lear: No folclore irlandês, Lir era o Deus do mar, considerado também, o Senhor do submundo (o mundo dos ancestrais), da magia e da cura. Lir era pai de Manannán Mac Lir e das crianças Fiachra, Conn, Fingula e Aod, que foram transformadas em cisnes por causa do ciúme da sua madrasta Oifa, nos contos do Ciclo Mitológico Irlandês, conhecido como: O Destino dos Filhos de Lir.
- Lugh / Lug / Lugos: Um dos grandes heróis da mitologia irlandesa, Lugh era neto de Balor, rei dos Fomorianos. Uma profecia dizia que Balor seria morto por seu neto. Para evitar esse destino, mandou dar fim nos netos, mas Lugh sobreviveu e foi criado por Cian e Tailtiu, aprendendo com o pai adotivo todas as habilidades. Sua festividade é Lughnasadh, a festa da primeira colheita. Ficou popularmente conhecido como "Lugh Lámfada" - Lugh dos braços longos e "Lugh Samildanach" - Lugh, o artesão múltiplo. Lugh é o Deus dos ferreiros, cujo domínio incluía a magia, as artes e todos os ofícios em geral, seu nome significa "Luz". Ele também possuía uma espada mágica e uma lança invencível, vinda da cidade de Gorias, um dos quatro tesouros dos Tuatha Dé Dannan.
- Macha: Deusa da fertilidade e da guerra, filha de Ernmas, junto com as irmãs Badb e Morrighan, podia lançar feitiços sobre os campos de guerra. Após uma batalha os guerreiros cortavam as cabeças dos inimigos e ofereciam a Macha, sendo este costume chamado de a “Colheita de Macha”. É a Deusa dos eqüinos, que durante a gravidez foi forçada a uma corrida de cavalos. Quando chegou ao final, entrou em trabalho de parto e deu à luz a gêmeos. Antes de morrer, Macha colocou uma maldição sobre os homens da província para que em tempos de opressão e maior necessidade, eles seriam superados pelas dores do parto.
- Manannán Mac Lir: Filho de Lir, também é considerado um Deus do mar, homenageado como uma das principais divindades marítimas pelos irlandeses e reverenciado como protetor dos marinheiros. Viaja pelo mar muito mais rápido que o vento em um barco mágico puxado por um cavalo chamado Enbharr, que significa "Espuma de água". Mestre na mudança de forma, Manannán era uma divindade popular entre os Bardos e todos aqueles que praticavam à adivinhação. Quando o Dananns foram derrotados pelos Milesianos, foi Manannán quem os levou à "Terra da Juventude", o Outro Mundo ou Sídhe. Tinha uma armadura que dizia ser impenetrável e uma capa mágica do esquecimento e da invisibilidade.
- Morrigu / Morrigan / Morrighan: É a Grande Rainha “Mor Rioghain”, na mitologia irlandesa, da tribo dos Tuatha Dé Danann. Senhora Suprema da Guerra, possuía uma forma mutável e o poder mágico de predizer o futuro. Reinava sobre os campos de batalha e junto com suas irmãs Badb e Macha eram conhecidas pelo nome de "Três morrígans", relacionadas à triplicidade que, para os celtas, significava a intensificação do poder. Associada aos corvos, podia mudar sua aparência à vontade. Em um dos mitos teve relações com Dagda e noutro apaixonou-se pelo herói CuChulainn que ao rejeitá-la, despertou toda a sua fúria. Deusa da morte e do renascimento, da fertilidade, do amor físico e da justiça.
- Nuada: No folclore irlandês, era reverenciado como o grande líder dos Deuses. Possuía uma espada invencível, vindo da cidade de Findias e que fazia parte dos Tesouros Dé Dannan. Na primeira Batalha de Magh Turedh perdeu o braço ou a mão, órgão que foi restituído, mas fez com que ele perdesse o trono da tribo. Ficou conhecido como "Nuada, Braço de Prata" ou "Nuanda, Mão de Prata". Nuada era o Deus da vida e do renascimento, irmão de Dagda e Dian Cecht.
- Ogma / Oghma: É o Deus da eloqüência, da vidência e mestre da poesia que, na tradição irlandesa, foi quem inventou o alfabeto oracular "Ogham", utilizado pelos antigos Druidas, baseado em árvores sagradas. Ogma, filho de Dagda e Dana, era um Deus guerreiro, retratado como um ancião com sorriso no rosto, vestindo casaco de pele e carregando um arco e um bastão.
- Scathach / Scatha / Scath: Seu nome significa a "Sombra", aquela que combate o medo. Deusa guerreira e profetisa que viveu na Ilha de Skye, na Escócia. Ensinava artes marciais para guerreiros que tinham coragem suficiente para treinar com ela, pois era conhecida por ser dura e impiedosa. Foi considerada a maior guerreira de todos os tempos na Irlanda e a responsável por treinar CuChulainn.
Mitologia Galesa e Gaulesa
Para um melhor entendimento, devemos observar que o termo Galês se refere aos povos que habitavam o País de Gales. O termo Gaulês se designa a um conjunto de povos celtas que habitavam a Gália antiga, que atualmente, corresponde aos territórios que vão da França, à Bélgica e à Itália setentrional.
- Arawn: É o rei de Annwn ou Annwfn (Outro Mundo), o submundo na tradição galesa, que é visto como um castelo sobre o mar "Caer Siddi" - Castelo de Fadas ou "Caer Wydyr" - Palácio de Vidro. Como Tir na nÓg, Annwn era um lugar de doçura e encanto. Arawn possuía um caldeirão mágico, descrito no poema de Taliesin "Os Espólios de Annwn", onde descreve a viagem de Arthur e seus companheiros, ao Outro Mundo, para resgatarem o Caldeirão da Abundância.
- Arianrhod: Era filha de Dôn e Belenos, seu nome significa “A Roda de Prata”, a virgem que dá a luz aos filhos Lleu e Dylan, depois de passar num teste de magia feito pelo seu tio, Math. Arianrhod é a Deusa das iniciações, da terra e da fertilidade, na tradição galesa. Senhora do renascimento, vivia num castelo estelar chamado “Caer Arianrhod”, associada à constelação Corona Borealis, retratada nos contos do Mabinogion em “Math, filho de Mathonwy”.
- Arddhu / Atho: O "Escuro" no folclore galês, que representa Green Man, o Deus da natureza - o Grande Corvo Divino - uma divindade que habitava as matas e as florestas. Deus dos bosques e animais, da fertilidade e da renovação. É representado por um homem com o rosto todo coberto por folhas verdes, descrito no romance Arthuriano em "Sir Gawain e o Cavaleiro Verde".
- Bel / Belenus / Belenos: Consorte de Dôn, seu nome significa "Brilhante", é considerado o Deus do fogo e da luz, nos mitos gauleses. Belenos dá seu nome ao festival de Beltane, que celebra a união dos amantes, a fertilidade a cura e a criatividade. Belenos está associado às fogueiras que são acesas em colinas para promover a purificação.
- Blodeuwedd / Blodeuedd: Foi feita a partir de nove tipos de flores silvestres, por Math e Gwydion, para ser a esposa de Lleu (filho de Arianrhod), que depois foi transformada em coruja por causa da sua traição contra o marido. Seu nome significa "Rosto de Flor", representada muitas vezes, como um lírio branco. Deusa do amanhecer nos mitos galeses, é retratada nos contos do Mabinogion em "Math, filho de Mathonwy".
- Bran: O "Abençoado", Bran era um dos grandes heróis do ciclo galês. Filho de Llyr, irmão de Manawydan e Branwen. Bran era um gigante, muito mais alto que uma árvore. Ao ser mortalmente ferido na coxa em um combate e, por ser muito grande, pediu que cortassem sua cabeça, que se manteve viva por algum tempo. Bran possuía o Caldeirão do Renascimento, com propriedades de restaurar a vida dos mortos. Associado aos corvos, Bran é o Deus da guerra, da caça e da música.
- Branwen: Era esposa do rei da Irlanda Matholwch, que foi punida pelo marido ao insultar o povo irlandês, mutilando seus cavalos. Branwen foi obrigada a trabalhar como copeira e da sua cozinha-prisão, treinou um estorninho para levar mensagens de volta ao País de Gales, descrevendo sua situação e pedindo ajuda. Bran liderou uma expedição para resgatá-la, mas foi ferido mortalmente e Branwen morreu de tristeza ao saber. Branwen é a Deusa gaulesa do amor e da justiça, descrita nos contos do Mabinogion em "Branwen, a Filha de Llyr ".
- Cernunnos: Um dos mais antigos Deuses celtas, seu nome e imagens foram encontradas tanto entre os celtas continentais como os insulares. Na mitologia gaulesa é o Deus da fertilidade, dos animais, do amor físico, da natureza, dos bosques e da abundância. Seu nome é pronunciado como se tivesse um "k" - Kernunnos. Comumente é representado por um homem sentado na posição de lótus, cabelo comprido, de barba, nu e usando apenas um torque (colar celta) no pescoço ou ainda por um homem de chifres, como no Caldeirão de Gundestrup. Símbolos: possui um torque em sua mão direita e a serpente na mão esquerda, é rodeado por um veado à sua direita e um javali à sua esquerda.
- Cerridwen / Ceridwen / Kerridwen: Deusa gaulesa, a Senhora do Caldeirão, é a sábia anciã que tinha a capacidade de mudar de forma. Cerridwen era esposa do gigante Tegid Voel e mãe de uma linda donzela, Creirwy, Morvran e do feio rapaz, Avagddu. As lendas nos contam sobre o Bardo Taliesin, Druida da corte do rei Arthur, que nascera de Cerridwen e se tornara um grande mago, após tomar algumas gotas de uma poderosa poção que Cerridwen preparava para o seu filho, Avagddu, no Caldeirão da Inspiração, descrito em “Hanes Taliesin”. Por isso, os Bardos galeses chamavam a si mesmos de “Cerddorion”, os filhos de Cerridwen. O caldeirão é um dos principais símbolos de Cerridwen, associado à fertilidade, a regeneração e ao renascimento.
- Dôn: A Deusa-mãe gaulesa é consorte de Belenos, filha de Mathonwy e irmã de Math, nos contos do Mabinogion em "Math, filho de Mathonwy". Dôn era mãe de Amathon, Arianrhod, Gilvaethwy, Govannon, Gwydion e Nudd. É considerada a Deusa da fertilidade, da terra e da abundância.
- Dis Pater / Dispater: É considerado originalmente como o Deus da morte e do submundo, é o ancestral de todos os gauleses, de quem nasceram os primeiros homens. Dispater é o Deus da terra, do crescimento e da fertilidade.
- Dylan: Filho das ondas do mar, o menino dos cabelos de ouro é o Deus do mar para os antigos galeses. Filho de Arianrhod, irmão gêmeo de Lleu e sobrinho de Gwydion. Seu símbolo é um peixe prateado, dos contos do Mabinogion em "Math, filho de Mathonwy".
- Epona: Deusa gaulesa protetora dos cavalos, seu nome significa "Cavalo". Foi representada montada num cavalo ou numa égua, rodeada por potros e cavalos. Epona é a Deusa da fertilidade, da maternidade, da abundância e dos animais, associada à proteção, prestígio e poder. Podemos identificá-la com Rhiannon, na tradição galesa, e Macha, na tradição irlandesa.
- Gwydion: Filho de Dôn foi o grande Druida dos Deuses, mestre da magia e das ilusões. Regia as mudanças de forma, a poesia e a música. Gwydion era irmão de Arianrhod e provavelmente, pai dos seus filhos, Lleu e Dylan. Foi ele quem ajudou Lleu a superar as maldições da sua mãe, além de ajudar a criar uma esposa (Blodeuwedd) para o sobrinho, do Mabinogion em "Math, filho de Mathonwy".
- Modron: Deusa-mãe galesa, seu nome significa “Mãe”. Modron era a mãe de Mabon, descrito no conto de “Culhwch e Olwen”. É a Deusa da terra e da fertilidade.
- Lleu: Era irmão gêmeo de Dylan, filho de Arianrhod, sobrinho de Gwydion e consorte de Blodeuwedd. Deus da terra, seu nome significa “Luz” e foi associado ao Sol, nos contos do Mabinogion em "Math, filho de Mathonwy".
- Llyr: Antigo Deus galês do mar, equivalente a Lir, o Deus irlandês do mar. Consorte de Penardun, filha de Don, é o pai de Manawydan, - descrito nos contos do Mabinogion em "Manawyddan, o Filho de Llyr" - Bran e Branwen.
- Mabon: Deus da juventude, do amor e das nascentes dos rios. Mabon era filho da Deusa Modron e de acordo com os mitos galeses, Mabon foi seqüestrado de sua mãe, quando tinha apenas três noites de vida, descrito nos contos do Mabinogion em "Culhwch e Olwen". É ele quem ajuda Arthur na caça ao javali Twrch Trwyth com sua magia, após ser libertado de “Caer Loyw” o Castelo Brilhante.
- Rhiannon: A grande rainha dos galeses, Rhiannon era a protetora dos cavalos e das aves. É a Deusa dos encantamentos e da fertilidade, equivalente à Macha, na mitologia irlandesa e Epona, na mitologia gaulesa. Rhiannon teve seu filho roubado logo que ele nasceu e foi acusada, injustamente, por sua morte. O bebê foi achado, anos depois e restituído a sua mãe, que passou a chamá-lo de Pryderi, descrito nos contos do Mabinogion em "Pwyll, Príncipe de Dyfed".
- Sucellus: Deus gaulês da fertilidade, da cura e das florestas. Considerado como o rei dos Deuses na mitologia gaulesa, seu nome significa "Atacante". Usava uma coroa de folhas na cabeça, acompanhado por um cão de caça e carregava um grande martelo, que era usado para bater na terra e acordar as plantas, anunciando assim, o início da primavera.
- Taranis / Taranos: É do Deus do trovão e dos relâmpagos, na mitologia gaulesa. Dizem as lendas que Taranis cruzava os céus numa carruagem de fogo, produzindo raios através das fagulhas que saíam dos cascos dos cavalos e o ruído do trovão através das rodas da carruagem. Mestre da guerra, seu símbolo é a roda.
Rowena Arnehoy Seneween ®
Retirado do livro Brumas do Tempo
Todos os direitos reservados.
Referências bibliográficas:
BELLINGHAM, David - Introdução à Mitologia Céltica - Lisboa: Ed. Estampa, 1999.GUEST, Lady Charlotte - The Mabinogion - Ed. Kinkley, 1887.
MACCULLOCH, J.A. - A Religião dos Antigos Celtas - Edinburgh: T. & T. CLARK, 1911.
MONAGHAN, Patricia - The Encyclopedia of Celtic Mythology and Folklore - Facts On File: New York, 2004.
SQUIRE, Charles - Mitos e Lendas Celtas - Ed. Nova Era, 2003.





 Algumas histórias sobre Morrighan a Grande Rainha!

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By Templo de Avalon


Morrigu / Morrigan / Morrighan: É a Grande Rainha “Mor Rioghain”, na mitologia irlandesa, da tribo dos Tuatha Dé Danann. Senhora Suprema da Guerra, possuía uma forma mutável e o poder mágico de predizer o futuro. Reinava sobre os campos de batalha e junto com suas irmãs Badb e Macha eram conhecidas pelo nome de "Três morrígans", relacionadas à triplicidade que, para os celtas, significava a intensificação do poder. Associada aos corvos, podia mudar sua aparência à vontade. Em um dos mitos teve relações com Dagda e noutro apaixonou-se pelo herói CuChulainn que ao rejeitá-la, despertou toda a sua fúria. Deusa da morte e do renascimento, da fertilidade, do amor físico e da justiça.


La Morrighan é uma das figuras mais importantes da mitologia celta. Embora retratada de diferentes maneiras e nomes, ela é, primeiramente, a força que fertiliza o caos, dando início à Criação. É a grande rainha, e costuma ser representada na companhia de suas irmãs. Diz-se que é uma das filhas de Ernmas, uma deidade cujo nome significa homicídio.
Os celtas, como tantas outras culturas pré-cristãs, consideravam equivalentes e complementares os aspectos masculino e feminino dos deuses. Sendo assim, La Morrighan se une primeiramente com Lugh e posteriormente com Dagda, às vésperas de uma batalha, num fascinante ritual mágico. Aqui, vemos a intensa sexualidade da deusa ligando entre si dois mundos: este e o Outro Mundo, para onde irão os valorosos comabtentes.
Em seu mito da Criação, Deus opera através de La Morrighan para gerar o mundo manifesto como o conhecemos. Visto assim, ela lhe serve de útero, dando forma e moldando pensamento de Deus. Na Bíblia está escrito que, “No princípio, criou Deus os céus e a terra”. La Morrighan é o agente de Deus para que céus e terra fossem criados.
A estória que se segue, tanto para os celtas como para os cristãos, é bastante similar e pode ser melhor compreendida através dos conceitos iniciais da cabala, para quem deseja aprofundar-se.
La Morrighan é a própria Mãe Terra ou Mãe Natureza e sua primeira incumbência, uma vez fertilizada, é dar continuidade à Criação no plano correspondente a este planeta. A primeira coisa que ela se encarrega é criar os quatro elementos, Ar, Água, Fogo e Terra. Na seqüência, segundo a lenda, ela cria tudo o que é encontrado na natureza, finalizando com a criação dos seres e do homem. Essa estória é contada a Merlin por Taliesin, quando este perguntou a respeito.
É o mito estabelece vários planos de manifestação, onde residem diferentes seres. Assim, La Morrighan também assume diferentes nomes e formas para cada um desses planos. É quando nos deparamos com Morgan le Fay.
Morgan le Fay, em sua primeira expressão, é etérea e inacessível. Mas também sábia e justa.
Da mesma maneira que a trindade feminina cristã (as Três Marias), ela também é Nimuë e Dama do Lago.
Como Nimuë, ela se torna amante de Merlin, roubando seus maiores segredos e magias. Ainda que espiritualizada, Nimuë é a expressão feminina, sensual e instintiva de La Morrighan. E, embora sua magia não possa ser considerada “negra”, opunha-se àquela de Merlin, expressão da sabedoria e do conhecimento ancestral.
E, como Dama do Lago, retratada como uma anciã, é responsável por levar em seu barco os heróis que morreram em combate para o “Outro Mundo”, o reino mágico dos celtas, onde vivem seres interdimensionais ou com poderes especiais. Mas também é ela que desafia e protege Lancelot em sua busca do Graal. A sabedoria da anciã é o tempo.
Cronologicamente, esta tríplice representação de La Morrighan é anterior ao período arthuriano e corresponde aos primeiros textos encontrados sobre Merlin e Taliesin. Podem ser localizados em uma época próxima ao início dos tempos. Entretanto, é preciso ter em mente que essa “Deusa Tríplice” é etérea e só possui existência espiritual.
Sua contraparte material ou física surge com as nove irmãs gêmeas, criadas para operar como elo de ligação entre o reino dos homens e o divino. Correspondem às musas da mitologia grega.
Miticamente, deriva diretamente da tríplice manifestação da Deusa, agora, dividida em nove (3 x 3). Morrighan é uma espécie de líder entre elas. Vivendo em uma ilha mágica impossível de ser distinguida pelos olhos comuns, possuíam uma ética própria e o conhecimento da magia natural.
A primeira menção a Morrighan ocorre ainda nos textos pré-arturianos, quando cuida das feridas do Rei Bladur.
Embora seja a Dama do Lago que traga como Arthur ferido até a mágica Ilha das Maçãs, é Morrighan quem trata de restabelecer, através de sua magia e conhecimentos terapêuticos, das feridas resultantes do combate entre ele e seu próprio filho.
Os mitos celtas são uma coleção de contos e lendas da Bretanha, País de Gales e Irlanda, transmitidos oralmente e reunidos pela primeira vez por Sir Geoffrey of Monmouth, no século XII. As pesquisas de Jean Markale reuniram às lendas existentes aquelas das Ilhas do Canal. Em todas elas, os personagens principais são Arthur, Merlin e outros reis ou cavaleiros que perseguiram o Graal.
Isso se dá pelo fato de estarmos tratando de uma época em que o cristianismo buscava ocupar o espaço do paganismo. E o cristianismo é notadamente masculino.
No entanto, o que Sir Geoffrey Monmouth nem se deu ao trabalho de encobrir é a importância do princípio feminino em toda a Criação e na estória dos Reis da Bretanha.
O papel de La Morrighan é muito maior que aquele liricamente apresentado na série “As Brumas de Avalon”, de Marion Zimmler Bradley. Morrighan é o princípio feminino curador que possibilita que os reis e cavaleiros de bom coração permaneçam no caminho que os levará ao Graal, através do amor divino. Como Dama do Lago, propõe o desafio da vida: a morte para a vida eterna para aqueles que lutaram por ela (a vida). Como Nimuë, instiga os instintos quando achamos que temos algum poder mágico que nos faz diferentes dos outros.
E por fim, como La Morrighan, nos reconduz à unidade do Pai, do Deus Criador, como verdadeira Mãe que é.






Henrique Guilherme Wiederspahn, ESQUILO FALANTE
fonte:http://www.arteantiga.org/henrique/artigo05.php


MORRIGHAN by WIKIPÉDIA

Morrigan ("rainha fantasma") ou Mórrígan ("grande rainha") (também conhecida como MorriganMorrighanMor-Ríoghain, dado às vezes no plural, como Morrígna) é uma figura da mitologia irlandesa , que parece ter sido uma deusa, embora ela não é explicitamente referida como tal nos textos.
A Morrigan é uma deusa da batalha, luta, e da fertilidade. Às vezes ela aparece sob a forma de um corvo, voando acima dos guerreiros, e no ciclo de Ulster , ela também assume a forma de uma enguia, um lobo e uma vaca. Ela é geralmente considerada como uma deidade da guerra comparáveis com os germânicos Valquírias, embora sua associação com o gado também sugere um papel relacionado com a riqueza, fertilidade e da terra.
Ela é freqüentemente retratada como uma deusa tríplice , embora a adesão da tríade varia, a combinação mais comum é o BadbMacha e Nemain, mas outras contas de nome FeaAnann, entre outros.





Etimologia

Há algum desacordo sobre o significado de Morrigan nome. Ela pode ser direta interpretado como "grande rainha" (irlandês antigo mór, ótimo Rigan, rainha decorrentes de uma hipotética proto-celta *Māra Rīganī-s No entanto, muitas vezes, falta o sinal diacrítico mais do o presente nos textos. Alternativamente, mor(sem diacríticos) pode resultar de um indo-europeu de raiz conotando terror ou monstruosidade, cognato com Inglês Antigo Maere (que sobrevive no "moderno pesadelo Inglês palavra") e os escandinavos mara Isso pode ser reconstruído em proto-celta como *rīganī Moro-s- bolsa atual Morrígan geral sustenta que, freqüentemente traduzido como "O Fantasma da rainha," é a mais antiga forma mais precisa.


Fontes


Glosas e glossários

As primeiras fontes para o Morrígan são glosses manuscritos em latim e glossários (coleções de glosas). Em um manuscrito do século 9 contendo o latim da Vulgata tradução do Livro de Isaías, a palavra Lamia é usado para traduzir o hebreu Lilith. Um brilho explica esta situação como "um monstro em forma feminina, isto é, uma Morrigan". Glossário de Cormac (também do século 9), e um brilho no H.3.18 manuscrito posterior, tanto explicar a palavra no pluralgudemain ("fantasmas")com a forma plural morrígna.O século 8 O'Mulconry's Glossário diz que Macha é uma das três morrígna. Assim, parece que neste momento o nome de Morrigan era visto como se referindo a uma classe de seres, em vez de um indivíduo.


Ciclo de Ulster

de primeira narrativa As aparências Morrígan, no qual ela é descrita como um indivíduo, são histórias do Ciclo do Ulster, onde ela tem uma relação ambígua com o herói Cúchulainn. Em Tain Bó Regamna (The Raid Gado de Regamain), Cúchulainn encontra Morrígan, como ela conduz uma novilha de seu território. Ele desafia e insulta-la, não percebendo que ela é. Com isso ele ganha a inimizade. Ela faz uma série de ameaças, e anuncia uma próxima batalha em que ele será morto.Ela lhe diz, enigmaticamente: "Eu vigio sua morte".
Em Tain Bo Cúailnge rainha Medb de Connacht lança uma invasão de Ulster para roubar o touro Donn Cúailnge; Morrígan, glosado como equivalente a Alecto do grego Fúrias, parece o touro sob a forma de um corvo e avisa-lo a fugir. Cúchulainn defende o Ulster, combatendo uma série de combates individuais contra a vau de campeões Medb. Em combates entre Morrígan aparece para ele como uma mulher jovem e lhe oferece seu amor e sua ajuda na batalha, mas ele rejeita ela. Em resposta, ela intervém em seu próximo combate, primeiro sob a forma de uma enguia viagens que ele, então, como um lobo que stampedes gado em toda a ford, e finalmente como uma novilha vermelha levando a debandada, tal como ela havia ameaçado em seu encontro anterior . No entanto ela Cúchulainn feridas em cada forma e derrota o seu adversário, apesar de sua interferência. Mais tarde, ela aparece para ele como uma velha tendo os mesmos três feridas que as suas formas de animais sustentado, ordenhar uma vaca. Ela dá Cúchulainn três bebidas de leite. Ele abençoa-la com cada bebida, e suas feridas são curadas.Como os exércitos se reúnem para a batalha final, ela profetiza o derramamento de sangue por vir.
Em uma versão da morte do conto Cúchulainn, como os passeios de herói para cumprir os seus inimigos, ele encontra o Morrígan como uma bruxa lavar sua armadura sangrenta em um Ford, um presságio de sua morte. Mais tarde na história, mortalmente ferido, Cúchulainn laços se a uma pedra com sua próprias entranhas para que ele possa morrer de pé, e é somente quando um corvo terras em seu ombro que seus inimigos acreditam que ele está morto.


Ciclo Mitológico

O Morrígan também aparece nos textos do Ciclo Mitológico. No século 12 pseudohistorical compilação Lebor Gabála Érenn ela está listado entre os Tuatha de Danann como uma das filhas de Ernmas, neta de Nuada.
As três primeiras filhas de Ernmas são dadas como ÉriuBanbaFódla. Seus nomes são sinônimos para a Irlanda, e eles se casaram com Mac CuillCecht MacGréine Mac, os últimos três reis Dé Danann da Irlanda. Associada com a terra e realeza, eles provavelmente representam uma deusa tríplice da soberania.Em seguida, vêm de outras Ernmas três filhas: a BadbMachae Morrígan. A quadra descreve os três tão rico ", molas de astúcia" e "fontes de amargos confrontos". Morrigan O nome é dito ser Anann, e ela teve três filhos, Glon, Gaim, e Coscar. De acordo com Geoffrey Keating's do século 17 História da Irlanda, Ériu, Banba e Fódla adorado Badb, Macha e Morrígan respectivamente, sugerindo que os dois trios de deusas podem ser vistos como equivalentes.
O Morrígan também aparece no Cath Maige Tuireadh (A Batalha de Mag Tuired).Em Samhain ela mantém um encontro com o Dagda antes da batalha contra os Fomorianos. Quando ele encontra que ela é lavar-se, com um pé em cada lado do rio unius. Em algumas fontes que se acredita ter criado o rio. Depois de terem sexo, Morrígan promete convocar os magos da Irlanda para lançar feitiços em nome do Tuatha, e para destruir Indech, o rei dos Fomorianos, tirando-lhe "o sangue de seu coração e os rins do seu valor". Mais tarde, somos informados, ela traria dois punhados de seu sangue e depositá-los no mesmo rio (no entanto, também nos foi dito no final do texto que foi morto por Indech Ogma).
Como a batalha está prestes a se unir, o líder do Tuatha Dé, Lug, pede a cada um o poder que eles trazem para a batalha. Morrigan A resposta é difícil de interpretar, mas envolve perseguir, destruir e dominar. Quando ela chega ao campo de batalha ela canta um poema e, imediatamente, as quebras de batalha e os Fomorianos são empurrados para o mar. Depois da batalha, ela canta um outro poema celebrando a vitória e profetizando o fim do mundo.
Em outra história, ela atrai para longe do touro de uma mulher chamada Odras, que segue para o outro mundo através da caverna de Cruachan. Quando ela cai no sono, o Morrígan a transforma em uma poça de água.


Natureza e funções

A Morrigan é muitas vezes considerada uma deusa tríplice, mas a sua suposta natureza tripla é ambígua e inconsistente. Às vezes ela aparece como uma das três irmãs, filhas de Ernmas: o Morrígan, Badb e Macha. Às vezes a trindade consiste na, Macha e Badb Nemain, conhecidos coletivamente como o Morrígan, ou no plural como o Morrígna. Ocasionalmente Fea ou Anu também aparecem em várias combinações. No entanto, o Morrígan também freqüentemente aparece sozinho, e seu nome é por vezes usado como sinônimo de Badb, sem a "terceira" aspecto mencionado.
A Morrigan é geralmente interpretado como uma "deusa da guerra": Hennessey "The Ancient Deusa irlandesa da Guerra", escrito em 1870, foi influente no estabelecimento dessa interpretação. WM Seu papel envolve frequentemente premonições do guerreiro violento da morte de especial, um, sugerindo uma ligação com o Banshee de folclore mais tarde. Esta conexão é ainda mais notado por Patricia Lysaght: "Em certas áreas da Irlanda este ser sobrenatural é, para além da banshee nome, também chamada de badhb".
Também foi sugerido que ela estava intimamente ligada à da Irlanda männerbund grupos (descrito como "bandas de jovens guerreiros caçadores, que vivem nas fronteiras da sociedade civilizada e se envolvendo em atividades sem lei por um tempo antes de herdar propriedades e ocupar os seus lugares como membros de liquidados, desembarcou comunidades ") e que esses grupos podem ter sido de alguma forma a ela dedicada. Se for verdade, pode ter seu culto se assemelhava ao da Perchta grupos em áreas germânicas.
No entanto, Máire Herbert argumentou que "a guerra por si só não é um aspecto fundamental do papel da deusa ", e que a sua associação com o gado sugere seu papel estava ligado à fertilidade da terra e da soberania, ela sugere que ela associação com a guerra é um resultado de uma confusão entre ela e Badb, ela argumenta que foi originalmente uma figura à parte. Ela pode ser interpretada como o fornecimento de ajuda militar ou político, ou a protecção do rei - atuando como uma deusa da soberania, não necessariamente uma deusa da guerra.
Há um monte queimado site em Condado de Tipperary conhecido como Fulacht nd Mór Ríoghna ("pit cozimento dos Mórrígan"). fulachta sites são encontrados em áreas silvestres, e geralmente associada com os estranhos, como o Fianna e os acima mencionados männerbund grupos, bem como com a caça de veados.A conexão de cozimento também sugere a alguns uma conexão com as três míticas bruxas que cozinham a refeição de dogflesh que traz o herói Cúchulainn a sua desgraça. O promotor Chich nd Morrigna ("dois peitos de Morrigan"), um par de colinas no Condado de Meath, sugerem um papel para alguns como uma deusa tutelar, comparável a Danu ou Anu, que tem sua própria colinas em County Kerry. Outras deusas conhecido por ter colinas semelhantes são Áine e Grian do condado de Limerick , que, além de uma função tutelar, também tem atributos solar.


lenda arturiana

Tem havido tentativas de alguns autores modernos da ficção para vincular o Artur personagem de Morgan le Fay com a Morrigan. Morgan aparece pela primeira vez em Geoffrey de Monmouth's Vita Merlini (A Vida de Merlin), no século 12. No entanto, enquanto os criadores do personagem literário do Morgan pode ter sido um pouco inspirado no mais velhos contos muito da deusa, o relacionamento termina ali. Estudiosos como Rosalind Clark considerou que os nomes não estão relacionados, o galês "Morgan" (País de Gales a ser a fonte da lenda arturiana) sendo derivada das palavras de raiz associada ao mar, enquanto os irlandeses "Morrígan" tem suas raízes tanto em uma palavra para "terror" ou uma palavra para a "grandeza".

Fonte :Wikipédia.







A Deusa e o Deus
A Grande Mãe e o Deus Cornífero










                   

        O MITO DA CRIAÇÃO
Por Starhawk (A dança Cósmica das feiticeiras)








Solitária, majestosa, plena em si mesma, a Deusa, Ela, cujo nome sagrado, não pode ser jamais dito, flutuava no abismo da escuridão, antes do início de todas as coisas. E quando Ela mirou o espelho curvo do espaço negro, Ela viu com a sua luz o seu reflexo radiante e apaixonou-se por ele. Ela induziu-o a se expandir devido ao seu poder e fez amor consigo mesma e chamou Ela de "Miria, a Magnífica".







O seu êxtase irrompeu na única canção de tudo que é, foi ou será, e com a canção surgiu o movimento, ondas que jorravam para fora e se transformaram em todas as esferas e círculos dos mundos. A Deusa encheu-se de amor, que crescia, e deu à luz uma chuva de espíritos luminosos que ocuparam os mundos e tornaram-se todos os seres.




Mas, naquele grande movimento, Miria foi levada embora, e enquanto Ela saía da Deusa, tornava-se mais masculina. Primeiro, Ela tornou-se o Deus Azul, o bondoso e risonho deus do amor. Então se tornou Verde coberto de vinhas, enraizado na terra, o espírito de todas as coisas que crescem. Por fim, tornou-se o Deus da Força, o Caçador, cujo rosto é o sol vermelho, mas, no entanto, escuro como a morte. Mas o desejo sempre o devolve à Deusa, de modo que Ela circula eternamente, buscando retornar em amor.

Tudo começou em amor; tudo busca retornar em amor. O amor é a lei, mestre da sabedoria e o grande revelador dos mistérios.



A DEUSA COMO CRIADORA
O Retorno do Princípio Divino Feminino

A Mãe Primordial, que teria criado tudo e todos, até seu próprio complemento masculino, está na base filosófica e fundamental de todas as mitologias e Religiões Antigas.

    Na compreensão humana primitiva a Mãe precedeu o nascimento do Pai. Percebemos isto em todos os mitos sagrados anteriores ao patriarcado e quanto mais antigos são estes mitos, mais isso se confirma.

    O Culto à Deusa remonta a Era de Touro(4000 a.C. à 2000 a.C.), época em que o respeito ao feminino e ao culto aos mistérios da vida e procriação estavam em seu apogeu. Na Era de Touro o culto a Deusa teve seu apogeu, porém ele é muito mais antigo e suas origens são muito mais remotas, pois pesquisas realizadas recentemente por arqueólogos norte-americanos apontam que o culto matriarcal e à Deusa datam de mais ou menos 500.000 a.C.. Isto foi comprovado através de testes feitos com o carbono 14 em alguns objetos ritualísticos com desenhos de Deusas encontrados em sítios arqueológicos, que constatam suas origens no Paleolítico Inferior.

   No final da Idade de Bronze (5000 à 2000 a.C.) também encontramos muitos indícios de culto à Deusa Mãe. Descobertas feitas por toda Europa, África, Escandinávia e diversas outras localidade, comprovam isso. Inúmeras estatuetas femininas esculpidas em marfim, barro, argila e pedra representando mulheres com seios e ventres grandes (Vênus de Willendorf) foram descobertas nas proximidades de lugares sagrados e sepulturas, o que simboliza algo respeitável e religioso.

    Nas Eras que antecederam a agricultura, quando os homens viviam da caça e pesca, as mulheres eram a base do lar, das artes, arquitetura e também eram as transmissoras da cultura ancestral e religiosas. Enquanto os homens saiam para caçar, as mulheres realizavam os ritos sagrados para que a caça fosse bem sucedida e para que eles pudessem retornar em segurança. Elas eram as Grandes Sacerdotisas, Xamãs, curandeiras, parteiras e mantenedoras dos ritos e mistérios religiosos da Tribo. Homens e crianças dependiam de seus cuidados e conhecimentos, por isso eram veneradas e reconhecidas como Guardiãs dos Mistérios da Vida.

    Mais tarde quando os povos indo-europeus se converteram em tribos conquistadoras e guerreiras e se expandiram em busca de melhores temperaturas, o culto ao Deus (O Sol) suplantou o culto à Deusa. Pouco a pouco instaurou-se o culto ao Sol com a chegada da Era de Áries (2000 a 0 a.C.) e nasceu assim o patriarcalismo. Até o início da Era de Peixes, Deusa e Deus eram cultuados juntos e seus cultos eram interligados, tolerantes entre si e estavam em perfeito equilíbrio.

    A partir de 330 d.C. (quando o Catolicismo foi estabelecido como Religião Oficial) o culto à Deusa começou a declinar e aos poucos o Cristianismo foi irrompendo toda Europa e se converteu como a Religião da moda de Reis e Rainhas. Porém as pessoas comuns, os servos e servas, jamais abandonaram a Religião Antiga. O povo do campo ou os pagãos (paganus= povo do campo), devido ao seu contato direto com a natureza seguiram fiéis ao Paganismo e foi através deles que a Bruxaria passou de geração em geração e chegou até nós na atualidade .

    Das origens primitivas do neolítico e paleolítico surgiram todas as formas de magia e Religião, inclusive e principalmente a Wicca.